sexta-feira, 15 de junho de 2012

Marcha das Vadias – Alagoas


A marcha não é sobre sexo. É sobre violência.

Neste domingo (17 de junho), às 10 horas, mulheres e homens irão se reunir no Alagoinhas (Ponta Verde) e seguir em direção ao Posto 7 (Jatiúca) para protestarem contra o machismo na Marcha das Vadias. A ideia da marcha surgiu no Canadá em resposta à afirmação de um policial que, diante de uma onda de estupros nos arredores da Universidade de Toronto, afirmou que as mulheres evitariam ser violentadas se elas não se vestissem como vadias (em inglês, slut). A partir daí milhares de pessoas saíram às ruas no slutwalk (marcha das vadias, ou das vagabundas), com a principal bandeira de combater a ideia machista e cruel de que a mulher é responsável pelo estupro, e não o próprio estuprador.

Porque marchamos no Brasil
            Figuras femininas em cargos importantes do Estado burguês, como a presidenta do FMI, a presidenta da Alemanha e a presidenta do Brasil, Dilma Roussef, querem propagandear que o machismo acabou e que as mulheres podem viver sem tanta opressão. Ao mesmo tempo, no Brasil, a cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas; e a cada 12 segundos, uma mulher é estuprada. Está na mídia e no cotidiano do país piadas que humilham e desvalorizam as mulheres, seja colocando que estupro em mulher feia é um “favor” seja colocando que assédio sexual em meios de transporte lotados é engraçado.
            Nós do PSTU acreditamos que, seja mulher ou homem, o que de fato faz mudar a vida da população oprimida e explorada são as medidas políticas voltadas para a população. Para quem o atual governo está voltado? Para os trabalhadores e a população pobre, ou para os banqueiros e grandes empresários?   
            Dilma já respondeu esta questão muito antes de ser eleita. A descriminalização do aborto foi facilmente derrubada pela “carta ao povo de Deus”, onde a então candidata trocou esta histórica bandeira do movimento feminista pelos votos da bancada religiosa. Enquanto isso, são feitos 1,5 milhão de abortos ilegais por ano. As complicações deles resultantes são a terceira causa de internação de mulheres em hospitais, que em sua maioria são mulheres pobres que não tem como pagar clínicas clandestinas.
Já no poder, o governo federal promoveu cortes históricos do orçamento na saúde pública, na educação, no transporte público e na moradia, questões que afetam diretamente a vida das mulheres trabalhadoras. Em compensação, nunca a burguesia lucrou tanto quanto no governo petista.
            Em 5 anos de existência, a Lei Maria da Penha sequer pode ser cumprida por falta de recursos. Marchamos pela efetivação e ampliação da Lei porque esta ajudaria milhares de mulheres vítimas de violência. Mas vamos além disso. Afirmamos que, mesmo que ela fosse completamente cumprida, o que exigiria uma total reestruturação dos gastos públicos, o problema da violência de fato não seria resolvido, porque o sistema capitalista, que se roga defensor das “liberdades individuais”, aprisiona as mulheres trabalhadoras às regras do Estado e tira delas o direito de decidir sobre a sua sexualidade, seu corpo e sua própria vida.
            Marchamos também porque Dilma prometeu que ia construir 6000 creches públicas no país, apenas metade do necessário, e até agora só construiu 39.
            Um governo das mulheres trabalhadoras não é um governo que aumenta o bolsa família ao mesmo tempo em que permite as privatizações e a precarização do trabalho.

Porque marchamos em Alagoas
            Em 2011 morreram 142 mulheres vítimas de violência em Alagoas, na maioria das vezes violência doméstica. Esta é a causa do maior número de casos de internação no HGE. Ao mesmo tempo, no segundo estado brasileiro onde mais se matam mulheres, e o primeiro onde mais se matam homossexuais, só existem 3 delegacias da mulher, que funcionam em situação precária, e 1 casa abrigo. A secretaria do estado da mulher (PSDB) se preocupa com medidas superficiais, que apenas mascaram o problema do desemprego e da violência feminina, a mesma atitude do governo federal.
           
Homens e mulheres trabalhadoras na luta pelo fim da exploração e opressão
            Todos sofrem com a opressão, inclusive homens. Mas são as mulheres que se fragilizam ao ter de depender economicamente de homens para sobreviver, ao estar sempre sujeita ao moralismo que as culpam pela própria violência sofrida, ao se submeter a humilhação e estupro que muitas vezes ela não tem consciência que passou.
            Mulheres burguesas também são oprimidas. Mas quem de fato sofre com todas as dimensões que a opressão pode gerar são as mulheres trabalhadoras, pois são elas que estão nos empregos terceirizados, precarizados, nos transportes públicos lotados, nas ruas escuras voltando para casa.
           Construímos a Marcha das Vadias porque podemos e devemos avançar na luta contra a opressão dentro da sociedade capitalista. Mas também construímos uma organização permanente das mulheres contra a opressão, mas também contra a exploração, pois acreditamos que a completa supressão da opressão é uma questão de classes e só se dará em uma sociedade socialista. Este movimento é o Movimento Mulheres em Luta, filiado a CSP/Conlutas, que tem como objetivo organizar centralmente as mulheres trabalhadoras, junto com as mulheres estudantes, sindicalistas e militantes de uma forma geral em seu cotidiano, e que tem os homens trabalhadores e socialistas como seus companheiros.

Por isso, marchamos:

Por estabilidade do emprego;
Pela redução da jornada de trabalho para 36 horas, sem redução dos salários e flexibilização;
Pelo aumento do salário mínimo, rumo ao salário do DIEESE;
Pela descriminalização do aborto;
Pela construção de 12.000 creches públicas e de qualidade;
Por gastos públicos voltados para a melhoria de vida da população brasileira, e não para pagar dívidas externas que já foram pagas inúmeras vezes;
Por um governo sob controle dos trabalhadores, livre da exploração e da opressão.


Servidores federais caminham para greve unificada

            Os servidores do Judiciário Federal e do MPU realizaram atos, nessa quinta-feira (14). Os atos ocorridos aqui foram parte do calendário nacional da categoria; o primeiro foi em frente ao prédio das Varas Trabalhistas e contou com  a solidariedade de classe dos estudantes organizados na ANEL e dos ferroviários em greve. O segundo ato aconteceu em frente ao Tribunal Regional Eleitoral.


            Os servidores protestaram contra os dois anos em que os Projetos de Leis 6.613/2009 e 6.697/2009 se encontram parados na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal. Um bolo de isopor simbolizou o repúdio da categoria.

            O ato é o resultado da política de arrocho salarial, iniciada no governo Lula e que Dilma dá continuidade. “São quase nove anos sem aumento salarial; queremos PCS já”, afirmou Paulo Falcão, diretor do Sindjus; que completou: “é só com a unidade entre os trabalhadores que vamos conseguir vitórias”.

            As falas de solidariedade levadas por Guilherme Barbosa, representante da ANEL (Assembleia Nacional de Estudantes – Livre!), Grazi Araújo (presidente do Sindicato dos Ferroviários de Alagoas) e Lee Flores, militante do PSTU, reafirmaram a necessidade da unidade nacional dos servidores federais e que não deve haver nenhuma confiança no governo Dilma.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mobilizações em Defesa da Educação:De Brasília a Alagoas



O dia 05 de junho foi dia de mobilização em defesa da educação. Caravanas de todo o Brasil foram a Brasília, reunindo, aproximadamente, 15 mil pessoas na Marcha Nacional em Defesa da Educação. A marcha demonstrou toda a indignação da categoria com a intransigência do governo Dilma com as reivindicações dos trabalhadores.

Em Alagoas, o dia não passou e branco. O Centro de Maceió foi palco da mobilização dos professores da Universidade Federal de Alagoas (que estão em greve, junto com cerca de outras 45 instituições). De acordo com o professor Tiago Zurck, além do fato coorporativo, essa greve tem a importância de gerar uma educação de militância, tanto nos professores quanto nos alunos. “Desde 2005 não se via uma greve com esse peso. Estamos começando a respirar outros ares!”

Não só os professores estavam lá; estudantes e cidadãos estiveram presentes e fizeram falas que iam no sentido de mostrar a precarização pela qual passa a UFAL.

No ato, ainda foi possível ouvir de alguns servidores (da universidade) que estavam presentes, que a categoria também tem indicativo de greve geral a partir do dia 11 de junho.

Confira como foi o ato e a reunião com representantes do Governo, em Brasília: http://www.pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=14303&ida=0

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Todo Apoio a Greve dos Trabalhadores Ferroviários


No dia 15 de Maio, os trabalhadores ferroviários alagoanos da Central Brasileira de Transporte Urbano (CBTU) decidiram, em assembleia, entrar em greve. Somando-se às mobilizações de mais outros 5 estados – João Pessoa (PB), São Luís (MA), Recife (PE), Natal (RN) e Belo Horizonte (MG) – a paralisação da categoria entra em sua terceira semana e conta com adesão de quase 100% dos ferroviários. Os trabalhadores administrativos e operacionais reivindicam redução da jornada de trabalho, concurso público, reposição salarial, aumento real, plano de saúde de qualidade, plano de carreira, PR igualitária e 2% do PIB para o transporte público.
 
O descaso do Governo Federal com os trabalhadores ferroviários soma-se a falta de investimento na manutenção e recuperação das estradas ferro. Exemplo desse descaso é a linha férrea que passa pela cidade de Rio Largo, que continua destruída após a enchente de 2010, deixando a população apenas com a opção dos ônibus urbanos.
Estouram greves por todo país
Os ferroviários de Alagoas se juntam com outras categorias que estão em greve, ou com indicativos de greve, contra a precarização dos serviços públicos levada a cabo pelo governo Dilma/PT.
Várias categorias se mobilizam, já são mais de 50 universidades paradas contra a precarização da educação e o corte de verbas do governo. A maioria dos servidores federais já apontam greves. Agora, no início de Junho, entre eles estão os trabalhadores dos institutos federais (IFET’s), técnicos das universidades federais, trabalhadores do IBAMA, do IBGE, Judiciários, Fisco que tem assembleias marcadas até o dia 11 de Junho. Essa é a resposta que os trabalhadores apresentam às políticas do governo federal.
Dilma/PT usa o discurso de que o momento exige austeridade e controle fiscal, para evitar os efeitos da crise econômica no Brasil, dessa forma impõe o reajuste zero para os servidores públicos, além de novos ataques à Previdência. Dilma faz cortes no orçamento, contundo continua destinando quase metade do PIB (49,15%) para o pagamento de juros e parcelas da divida pública, ou seja, ao invés de mais verbas para salários e recursos para Saúde e Educação, destina o dinheiro para banqueiros.
Ao longo da história do nosso país, só conseguimos avançar em direitos e soluções aos problemas sociais com muita luta! A vitória conquistada na greve dos metroviários em São Paulo é um exemplo. Que venham as greves, as manifestações na rua e toda forma de luta!
Nós do PSTU, em todo o Brasil, defendemos um serviço público democrático, voltado para os interesses da classe trabalhadora e por ela controlado e estamos apoiando todas as greves e lutas dos trabalhadores em todo país. Por isso queremos através desta nota declarar todo nosso apoio e solidariedade a greve dos trabalhadores ferroviários de Alagoas que vem sofrendo com as perdas salariais sistemáticas e com o esquecimento do governo do PT.


PSTU-AL

domingo, 3 de junho de 2012

Uma saída classista para a violência em Alagoas


Recentemente dois assassinatos no Stella Maris, um pequeno empresário no estacionamento do GBarbosa e um médico no corredor Vera Arruda, capítulos tristes da violência em nossa cidade, geraram uma gigantesca mobilização e indignação pelas redes sociais e nas ruas da capital. Não é de se esperar menos, nos últimos anos os trabalhadores alagoanos e maceioenses tem sofrido com o aumento da violência. Hoje os governos Téo Vilela e de Cícero Almeida amargam a liderança nos rankings de violência no país, por nada fazerem de fato para combater as desigualdades econômicas e sociais em seus mandatos. Em cinco anos são mais de 11.500 pessoas assassinadas, em dados oficiais. Porém estes assassinatos, que chocaram a cidade e reacenderam o debate sobre o combate a violência, não são uma novidade para os trabalhadores, no lado oposto ao corredor Vera Arruda na periferia da capital e nas cidades do interior a morte já se tornou banal, e suas vitimas são em maioria negras e pobres.

Na primeira sessão da Câmara de Vereadores de Maceió, após a morte do médico, discutiu-se o assassinato deste, os vários discursos foram acompanhados dos altos índices de violência, a falácia da política de segurança do PSDB, de medo e a insegurança. A Câmara toda está assustada, o discurso do vereador Ricardo Barbosa (PT) pode resumir o sentimento dos vereadores: “Esse crime nos chocou pela futilidade, o furto de uma bicicleta, e a covardia de um tiro nas costas. Isso numa área nobre, próximo a casa de muitos de nós, onde nossos filhos frequentam”, preocupados com os próprios interesses, como o aumento de seus salários em 2013, os vereadores de Maceió agora demonstram uma “indignação repentina” devido o peso da comoção social gerada pelas mortes no Stella Maris. Porém nada fizeram para combater a violência que acontece todos os dias nas periferias e nos bairros pobres. O que nos leva a ter certeza que nenhuma iniciativa séria por parte dos vereadores, além de bravatas de ano eleitoral, será feita para resolver a violência .

Os trabalhadores e o povo pobre não podem esperar o fim da violência, deixando para que os políticos ricos e a serviço da oligarquia solucione, porque estes só se preocupam quando a violência atrapalha os seus interesses, só vão apresentar saídas para resolver os seus problemas, e não os problemas da maioria da população que são os trabalhadores e o povo pobre.

A política do governo Téo Vilela: Mais policiamento

O governo de Téo Vilela (PSDB) tem como prioridade em sua gestão a segurança: contratação de militares, compra de carros policiais, bonificação por apreensão de armas e a declaração de guerra ao crack. Aparentemente parece que o governo do PSDB foi infeliz em sua política de segurança, mas na verdade é ao contrário, a política fascista de segurança vai indo do jeito que o governador quer, o PSDB tem o histórico de governar com repressão aos pobres e aos movimentos sociais, a desocupação do pinheirinho, a remoção da “crackolandia” em São Paulo não nos deixa mentir. A resposta para a violência é mais policiamento, mais truculência e menos investimentos nas áreas sociais.

A política de segurança do PSDB é uma política de terrorismo que extermina o pobre e usa dos meios mais nefastos para afastar os pobres das áreas nobres usando muros, cercas elétricas, seguranças particulares e carros blindados. Esta política não é por acaso, e sim faz parte de uma política para garantir os interesses da oligarquia e dos ricos. Para manter seus lucros com a especulação imobiliária vale tudo, inclusive remover os moradores da Favela do Jaraguá para longe, para não espantar os negócios e os turistas que chegam no porto de Maceió.

Só uma Saída classista é capaz de combater a violência

Não é possível acabar com a violência aumentando o policiamento da cidade, pois isso em nada afeta as causas reais da violência, que são as profundas desigualdades sociais em que estão imersos nossos trabalhadores, a falta de moradia, de saúde, de educação de qualidade, o desemprego que coloca a juventude pobre e negra com uma única perspectiva: o tráfico de drogas.

Hoje é imprescindível a adoção de muito mais investimento na saúde e de uma nova política sobre drogas que descriminalize e trate o usuário e ponha fim à “guerra ao crack”, mais investimento na educação em todos os níveis e valorização do profissional, ou seja, a destinação de 10% do PIB para a educação pública já, é necessário também uma política consciente de urbanização junto com um plano de obras públicas para reverter o déficit habitacional que hoje chega a 7,5 milhões de residências e o desemprego, o que perto do orçamento para copa e as olimpíadas significaria uma “micharia”. O PSDB, Cicero Almeida e nem mesmo o PT de Dilma, que apoia a política de segurança de Téo Vilela, estão preocupados em governar e reverter a miséria que abala o Brasil.

É preciso um governo da maioria, um governo dos trabalhadores, que não esteja comprometido em cortar verbas sociais da educação, da moradia e saúde para pagar os juros da dívida pública. É preciso que estejamos verdadeiramente comprometidos em resolver os problemas sociais que nos atingem e que tenham prioridade em investir na educação, na saúde e na moradia, para que não se mate por uma bicicleta.



PSTU-AL

Marcha Nacional em Defesa da Educação



A educação brasileira passa por um momento histórico e importantíssimo. Neste momento, cerca de 45 universidades federais encontram-se em greve. Desde o início, a greve nas federais surpreendeu pela ampla adesão, começando com mais de 30 instituições logo no primeiro dia. Este movimento conta com o apoio dos estudantes; entendendo que não é difícil perceber e entender o descontentamento de toda comunidade acadêmica.

Segundo Wibsson Ribeiro, militante da juventude do PSTU-AL: “O governo Dilma e o Ministério da Educação são responsáveis pela situação de precariedade das universidades federais, e ainda vêm tratando a greve e as reivindicações dos docentes e estudantes com total descaso. Como no caso da reunião com o representante do Ministério do Planejamento (indicado para negociar com os professores), que foi desmarcada sem qualquer justificativa”.

Diante deste cenário, acontecerá em Brasília, no dia 05 de junho, a Marcha Nacional em Defesa da Educação. Caravanas estão sendo organizadas em todo o Brasil. A marcha vai exigir o atendimento das reivindicações dos trabalhadores da educação e a melhoria no ensino, incluindo a exigência de 10% do PIB para a Educação.

Em Alagoas a data não será esquecida. No dia 05 será realizado um Ato em Defesa da Educação, que acontecerá às 9h, no Centro de Maceió (em frente ao antigo Produban).

O PSTU-AL se soma as atividades e convida a todos para participar dos Atos: de Brasília ao Centro de Maceió.

Vamos à luta por uma educação de qualidade!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O movimento grevista na UFAL: uma resposta necessária ao Governo Dilma Rousseff




        
Nestes últimos dias, vimos o que há muito tempo não esperávamos: um processo de radicalização da categoria docente em várias universidades federais. Contam-se 32 institutos federais que aprovaram a deflagração da greve. UFMA, UFS, UFCG estão dentro desse processo. Na UFAL não foi diferente. A votação massiva de apoio a greve, com apenas 8 abstenções e nenhum voto contrário, deixou claro um sentimento de insatisfação das bases com o não cumprimento dos acordos até então firmados entre a direção do ANDES e o governo federal.



          Este sentimento já se fazia presente no dia 25 de abril, onde institutos federais decidiram paralisar suas atividades, para demonstrar publicamente a cara do Governo Dilma, que, ao contrário de seu discurso, vem descumprindo os prazos e acordos que tratam de aumento de salários, em especial. Em vez de cumprir com esses acordos, vem a cada dia cortando mais verbas da educação  e áreas sociais (o mais recente corte foi de mais de 2 bilhões, apenas na educação),  além de levar a cabo o desmonte do que restava da previdência pública. A aprovação da EBSERH, nos últimos  momentos de mandato de seu antecessor Lula, também é reflexo direto do descaso do governo para com os trabalhadores, em sua grande maioria, usuários de serviços públicos.
     
                Esses ataques diretos recaem também sobre a juventude. Com o "aniversário" de 5 anos de aprovação do REUNI podemos ver os reflexos claramente negativos dessa política à nível nacional e estadual. Na UFAL existem muitos cursos que não possuem salas de aula suficientes para estudo. O projeto de interiorização da universidade através dessa política fez com que a expansão dos campi para outras cidades fosse feita sem nenhuma qualidade. Exemplos concretos disso não faltam: turmas que tem aulas sem a mínima estrutura para comportar salas de aula. Existem casos de campus que tem aula em colégios, com condições claras de deterioração

                Nós, PSTU – AL, por entendermos a necessidade de uma resposta unificada às medidas de desmantelo das áreas sociais, como saúde e a educação pública, nos solidarizamos com a mobilização dos docentes. Entendendo que Brasil é um país com injustiças sociais, precisamos seguir o exemplo das mobilizações recentes à nível internacional, contra essas injustiças, politizando o máximo possível a greve.

          É mais do que pertinente a reivindicação por uma expansão de qualidade, com os 10% do PIB para a educação pública já. Essa exigência deve vir acompanhada de apoio total à categoria docente. A presença nas mobilizações e a unificação com outros setores consideráveis do funcionalismo público, como o IBGE, SINASEFE, FASUBRA, CBTU, alguns com indicativo de greve e outros, como a CBTU, já em paralisação nacional, também é de fundamental importância para manter a unidade de todo o ativismo presente nessas lutas. Unificar as lutas dos professores, técnicos e funcionalismo, essa é nossa tarefa.


PSTU – AL